Muita gente pergunta qual é a melhor versão da Bíblia para estudar, e a resposta, na perspectiva dos Santos dos Últimos Dias, começa com dois princípios fundamentais: a Bíblia é sagrada e central em nossa fé, mas foi transmitida, copiada e traduzida ao longo de muitos séculos. Por isso, existem diferentes versões, e essas diferenças podem influenciar a forma como compreendemos determinadas passagens. Como declaramos no oitavo Artigo de Fé, cremos que a Bíblia é a palavra de Deus, desde que esteja traduzida corretamente.
Ao longo da história, a Igreja recomendou traduções específicas em cada idioma, buscando fidelidade doutrinária e clareza. Em português, a base utilizada é a tradução de João Ferreira de Almeida, iniciada no século XVII e revisada ao longo do tempo. Essa escolha não é aleatória: trata-se de uma das traduções mais respeitadas da língua portuguesa, feita a partir das línguas originais e amplamente reconhecida no meio acadêmico e religioso. Em outros idiomas, a Igreja também utiliza textos-base, como a King James Version em inglês, a Reina-Valera em espanhol e, hoje, a Almeida 2015 em português.
A Igreja reconhece, com honestidade intelectual, que a Bíblia como a temos hoje não está livre de erros de transmissão. O próprio Joseph Smith afirmou crer na Bíblia “como saiu da pena dos escritores originais”. Copistas e tradutores, ao longo dos séculos, cometeram falhas — algo compreensível diante das limitações históricas. Ainda assim, a Bíblia continua sendo uma testemunha poderosa de Deus e de Jesus Cristo, e seus ensinamentos são essenciais para a vida cristã.
Em 2015, a Igreja publicou a edição Almeida 2015 – SUD, enriquecida com recursos de estudo que conectam a Bíblia às outras escrituras restauradas: notas de rodapé, referências cruzadas, cabeçalhos, índice temático e trechos da Tradução de Joseph Smith. Mais recentemente, em dezembro de 2025, o Manual Geral foi atualizado para permitir maior flexibilidade no uso de diferentes traduções, tanto em casa quanto na Igreja. A orientação é equilibrada: nas aulas e reuniões, recomenda-se usar a edição publicada ou preferida pela Igreja; no estudo pessoal, outras traduções podem ajudar a esclarecer o texto, desde que não comprometam a doutrina.
Nesse contexto, versões como a Nova Versão Internacional (NVI) e a Nova Versão Transformadora (NVT) podem ser úteis no estudo pessoal. A NVI busca equilíbrio entre fidelidade aos textos originais e linguagem moderna, enquanto a NVT prioriza clareza e leitura fluida. Comparar traduções — como vimos em passagens como João 3:4-7 — revela diferenças sutis de linguagem, mas o objetivo final permanece o mesmo: conhecer Jesus Cristo, aproximar-se de Deus e viver o evangelho. No fim das contas, a melhor versão da Bíblia é aquela que, com o auxílio do Espírito Santo, ajuda você a ouvir melhor a voz do Senhor nas Escrituras.
Assista o vídeo aqui:
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Obrigada, Lucas! Mais um meio de aprendermos e relembrar!
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