terça-feira, 30 de dezembro de 2025

Cronologia do Velho Testamento

A cronologia bíblica é o esforço de organizar, no tempo, os acontecimentos narrados nas Escrituras. Desde a Antiguidade, judeus e cristãos tentam compreender quando viveram personagens como Adão, Abraão, Moisés e os profetas, embora a Bíblia não tenha sido escrita como um manual cronológico moderno (HILL; WALTON, A Survey of the Old Testament).

Fiz um vídeo sobre isso:



A dificuldade central é que a Bíblia utiliza gêneros literários diversos — genealogias, narrativas teológicas e registros reais — sem sempre fornecer datas absolutas. Por isso, os estudiosos dependem de comparações internas do texto e de dados externos, como inscrições egípcias, assírias e babilônicas (WALTON, Ancient Near Eastern Thought).

Ao longo da história surgiram várias propostas de cronologia bíblica. Algumas seguem rigidamente as genealogias de Gênesis 5 e 11; outras entendem que essas genealogias podem conter lacunas, algo comum no mundo antigo (KITCHEN, On the Reliability of the Old Testament).

Entre essas propostas, duas se tornaram as mais conhecidas e utilizadas. A primeira é a chamada cronologia longa, associada à leitura contínua das genealogias bíblicas. A segunda é a cronologia moderada ou curta, que admite omissões genealógicas e se apoia fortemente em dados históricos externos.

A cronologia longa foi popularizada pelo arcebispo James Ussher, que datou a criação de Adão em 4004 a.C., com base em Gênesis, Reis e Crônicas. Essa cronologia influenciou por séculos muitas Bíblias impressas (USSHER, The Annals of the World; Encyclopaedia Britannica, “James Ussher”).

Já a cronologia moderada é hoje predominante no meio acadêmico. Ela reconhece que termos como “gerou” podem significar “tornou-se ancestral de” e busca alinhar o texto bíblico com a história conhecida do Antigo Oriente Próximo (STEINMANN, From Abraham to Paul; KITCHEN).

Nessa abordagem, os eventos primitivos — Adão, Eva, Enoque e Noé — são colocados em um passado remoto, sem datas absolutas consensuais, pois o próprio texto bíblico não as fornece (Gênesis 1–11; WALTON). Na nossa edição SUD das Escrituras vemos esse pensmaento aplicado. Veja aqui: https://www.churchofjesuschrist.org/study/scriptures/chronology/tables?lang=por 

8. O período dos patriarcas começa com Abraão, geralmente situado entre 2000 e 1800 a.C., com base em paralelos culturais e geográficos com Ur, Harã e Canaã (Gênesis 12; BRIGHT, A History of Israel; HOFFMEIER, Israel in Egypt).

9. A história segue com Isaque, Jacó e José, culminando na migração dos israelitas para o Egito. O Êxodo, liderado por Moisés, é comumente datado entre 1300 e 1200 a.C., associando-o ao período de Ramsés II (Êxodo 1:11; HOFFMEIER; KITCHEN).

10. Após a conquista de Canaã sob Josué, inicia-se o período dos juízes, caracterizado por liderança descentralizada. Por volta de 1050 a.C., Israel adota a monarquia, com Saul, seguido por Davi e Salomão (1 Samuel–1 Reis; THIELE, The Mysterious Numbers of the Hebrew Kings).

11. Durante o reinado de Salomão, o Primeiro Templo de Jerusalém é construído, aproximadamente em 960 a.C., conforme indicado em 1 Reis 6:1, um dos textos cronológicos mais importantes do Antigo Testamento.

12. Após a morte de Salomão, o reino se divide em Israel (Norte) e Judá (Sul). Esse período é amplamente documentado tanto na Bíblia quanto em fontes assírias, culminando na queda de Samaria em 722 a.C. e de Jerusalém em 586 a.C. (2 Reis 17; 25; Assyrian Eponym Canon).

13. O exílio babilônico termina quando Ciro, rei da Pérsia, permite o retorno dos judeus em 538 a.C., evento confirmado tanto biblicamente quanto arqueologicamente pelo Cilindro de Ciro (Esdras 1:1–4; British Museum).

14. O período pós-exílico inclui a reconstrução do Templo e o ministério de profetas como Ageu e Zacarias. O último profeta do Antigo Testamento, Malaquias, atuou por volta de 430 a.C., encerrando a era profética (Malaquias 1:1; HILL, Malachi).

15. Essa cronologia simples, adotada em linhas gerais por muitas tradições cristãs, inclusive nas Tabelas Cronológicas das Escrituras de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, não pretende eliminar todos os debates acadêmicos, mas oferece um panorama confiável e responsável da história bíblica (https://www.churchofjesuschrist.org/study/scriptures/chronology/tables?lang=por ).

quarta-feira, 17 de dezembro de 2025

Sua história começou antes de Gênesis: 5 verdades de escrituras perdidas que reformulam sua existência

A maioria de nós conhece a abertura grandiosa e poética da Bíblia: “No princípio, Deus criou os céus e a terra”. É uma declaração de imenso poder, que prepara o cenário para toda a história humana. Mas, apesar de sua força, ela também desperta perguntas profundas que ecoam ao longo dos séculos. O que existia antes desse princípio? E, talvez ainda mais importante, por que Deus criou tudo isso?

Durante séculos, essas questões foram exploradas por teólogos e filósofos. No entanto, escrituras antigas restauradas — especificamente as poderosas visões concedidas aos profetas Moisés e Abraão e restauradas por meio do profeta Joseph Smith — oferecem respostas surpreendentemente claras. Esses textos não apenas acrescentam detalhes históricos; eles fornecem um contexto cósmico que pode transformar profundamente nossa compreensão sobre quem somos.

Este artigo explora cinco dos ensinamentos mais impactantes dessas visões. Eles desafiam pressupostos comuns sobre quem somos, de onde viemos e qual é nosso propósito final. Prepare-se para desconstruir ideias tradicionais sobre suas origens e descobrir que sua existência é, na verdade, um dos propósitos centrais do universo.





Você viveu como espírito antes de nascer

Muito antes da criação física da Terra, você já existia. Essa é a essência de uma impressionante visão dada ao profeta Abraão, que revela uma existência pré-mortal. Segundo esse registro, vivíamos como “espíritos” ou “inteligências” organizadas antes que o mundo fosse formado (Abraão 3:22). Não se tratava de um estado passivo ou sem forma, mas de um ambiente dinâmico de aprendizado, desenvolvimento e escolhas.

Entre esses inúmeros espíritos, Deus identificou “nobres e grandes”, escolhidos para missões específicas. Ele disse a Abraão: “tu és um deles; foste escolhido antes de nasceres” (Abraão 3:23). Essa vida pré-mortal é descrita como nosso “primeiro estado”, um período em que todos os espíritos exerceram seu arbítrio e fizeram uma escolha fundamental de seguir o plano de Deus para seu progresso (Abraão 3:26).

Essa doutrina transforma a mortalidade de um começo confuso em um segundo ato decisivo de um drama eterno. Chegamos aqui com uma história prévia, já tendo feito a escolha essencial de participar de um plano divino destinado ao nosso crescimento. Assim, a vida deixa de ser um ponto de partida aleatório e passa a ser a continuação intencional de uma jornada muito maior.



A obra e a glória suprema de Deus é você

Quando pensamos na obra de Deus, geralmente imaginamos a vastidão do cosmos — galáxias, planetas e estrelas. Contudo, em uma conversa direta com Moisés, Deus revelou uma declaração de missão muito mais pessoal:

“Pois eis que esta é a minha obra e a minha glória — levar a efeito a imortalidade e a vida eterna do homem.” (Moisés 1:39)

Esse único versículo redefine o propósito da criação. Não se trata de mecânica celestial, mas de pessoas. As escrituras esclarecem os dois dons mencionados:

  • Imortalidade: viver para sempre em um estado ressuscitado, um dom universal concedido a toda a humanidade por meio da Expiação de Jesus Cristo.

  • Vida eterna: viver como nosso Pai Celestial e receber tudo o que Ele possui, descrito como o maior dom de Deus, concedido àqueles que seguem Seu plano.

Essa declaração transforma o universo de algo impessoal em uma obra profundamente individual e altruísta. Toda a criação existe, em última instância, para oferecer a cada alma humana a oportunidade de alcançar seu potencial divino.



A primeira linha de defesa contra o mal é saber quem você é

O livro de Moisés registra um confronto dramático que serve como um poderoso modelo espiritual. Após Moisés ter uma visão gloriosa e falar face a face com Deus, ele é confrontado por Satanás. O diálogo revela um princípio crucial para a força espiritual.

Observe o contraste: Deus chama Moisés repetidamente de “meu filho” (Moisés 1:4, 6), afirmando sua herança divina. Satanás, tentando diminuí-lo, chama-o apenas de “filho do homem” (Moisés 1:12). A capacidade de Moisés de resistir ao inimigo veio de lembrar sua verdadeira identidade: “Porque eis que sou filho de Deus, à semelhança de Seu Filho Unigênito; e onde está a tua glória, para que eu te adore?” (Moisés 1:13). Esse conhecimento lhe deu discernimento: “Posso discernir entre ti e Deus” (Moisés 1:15).

Como ensinou o presidente Russell M. Nelson, se o Senhor falasse diretamente conosco, a primeira coisa que nos garantiria compreender seria nossa verdadeira identidade. Saber quem realmente somos influencia quase todas as decisões que tomamos. Essa verdade mostra que a defesa mais poderosa contra dúvida, tentação e desespero é firmar nossa identidade eterna como filhos de Deus.



Grandes experiências espirituais costumam ser seguidas por provas

O mesmo relato em Moisés 1 ensina outra lição vital: após uma experiência espiritual intensa, Moisés fica fraco quando a presença do Senhor se retira — e é nesse momento que Satanás aparece (Moisés 1:9, 12). O padrão é claro: experiências espirituais profundas não nos tornam imunes às provações; muitas vezes, são seguidas por testes imediatos.

Isso revela uma estratégia comum do adversário: atacar não nossas escolhas futuras, mas nossa certeza passada, tentando nos convencer de que a luz que sentimos nunca foi real. O crescimento espiritual não é um evento único, mas um ciclo contínuo de revelação e oposição. Precisamos nos apegar à luz já recebida, pois ela será exatamente o que nos sustentará nos momentos de escuridão.



Existe uma estrela chamada Kolob — e ela revela uma ordem cósmica mais profunda

Na visão de Abraão, o Senhor ensinou uma forma simbólica de astronomia com profundo significado espiritual. Ele revelou uma ordem hierárquica no universo, culminando em uma grande estrela chamada Kolob, descrita como “próxima do trono de Deus” (Abraão 3:2–3). Um dia em Kolob equivale a mil anos do tempo da Terra (Abraão 3:4).

Essa descrição não é astronomia literal, mas um mapa teológico. A grandeza de um corpo celestial é definida por sua proximidade com o centro divino. A revelação culmina ao mostrar que Kolob simboliza Jesus Cristo — aquele que está mais próximo do Pai e governa todas as coisas. O universo, portanto, não é aleatório, mas uma criação ordenada que aponta para Deus e Seu Filho.



Conclusão

As visões de Moisés e Abraão, restauradas em nossos dias, revelam uma humanidade com um passado mais grandioso, um propósito mais pessoal e um potencial mais divino do que normalmente imaginamos. Elas ensinam que fomos escolhidos antes do mundo existir, colocados em uma Terra criada com o objetivo de nossa exaltação, armados com conhecimento para enfrentar provações e inseridos em um cosmos que testifica de uma ordem divina centrada em Deus.

Essas verdades não são apenas teologia abstrata; elas moldam nossa identidade, nossas lutas diárias e nosso destino eterno. Diante disso, fica a pergunta final: se sua história realmente começou antes do nascimento e seu potencial divino é a obra suprema de Deus, qual escolha você faria de forma diferente hoje?

Música do Vem e Segue-me: O primeiro testamento de Cristo


Vamos abrir as escrituras, sentar e aprender,

Histórias tão antigas, mas vivas em Seu poder.

Antes de Belém, da cruz e da dor,

Já havia promessas do nosso Salvador.


Do Éden ao Sinai, da fé ao altar,

Cada página aponta pra Ele, o Messias que virá.


Vamos estudar o Velho Testamento,

O primeiro testamento de Jesus Cristo.

Do Cordeiro em sacrifício ao maná do céu,

Ele sempre esteve lá, fiel e eterno Deus.

Vamos estudar o Velho Testamento,

O primeiro testamento de Cristo!


Ele é Jeová, o Deus de Abraão,

O fogo que guiou Moisés na libertação.

É o Deus de Rute, Raquel e Ana também,

Que ouve o clamor e transforma o amém.


Milagres no deserto, promessas no pó,

Esperança pra Elias, consolo pra Jó.


Vamos estudar o Velho Testamento,

O primeiro testamento de Jesus Cristo.

Do Cordeiro em sacrifício ao maná do céu,

Ele sempre esteve lá, fiel e eterno Deus.

Vamos estudar o Velho Testamento,

O primeiro testamento de Cristo!


Isaías profetizou,

Elias testificou,

Os salmos cantaram Seu nome.

Desde o princípio Ele é,

O Alfa antes do Amém,

O Messias prometido aos homens.


Sim, Jesus está lá, em cada sinal,

Em cada promessa, em cada ritual.

Vamos estudar o Velho Testamento,

E encontrar Cristo desde o início da criação.

Calendário de Estudo do Vem e Segue-me de Janeiro

 Veja abaixo o calendário de estudo do vem e Segue-me de Janeiro de 2026:


Link para baixar: Baixe aqui em PDF 

4 Verdades Surpreendentes Escondidas no Velho Testamento que Revelam Jesus Cristo

Introdução: Mais do que Apenas um Livro de História Antiga

Quando você pensa em estudar o Velho Testamento, como se sente? Ansioso? Incerto? Apreensivo? Esses sentimentos são compreensíveis. O Velho Testamento é uma das coleções de escritos mais antigas do mundo, o que pode torná-lo ao mesmo tempo fascinante e intimidador. Suas páginas descrevem uma cultura antiga que pode parecer diferente, estranha e, às vezes, até desconfortável.


E, no entanto, esse livro antigo é muito mais do que a história de um povo distante. Ele é um testemunho profundo e direto de Jesus Cristo — o primeiro testemunho de Sua missão divina. Em suas narrativas, leis e poesias existem símbolos e profecias poderosas que apontam diretamente para o Salvador. Este artigo revela quatro conexões surpreendentes que dão vida ao Velho Testamento, colocando no centro Aquele que lhe dá seu verdadeiro significado: Jesus Cristo.



1. O Deus do Velho Testamento Não É Quem Você Imagina

A verdade mais transformadora para qualquer leitor do Velho Testamento é a identidade de sua principal figura divina. Embora o nome “Jesus Cristo” não apareça explicitamente em suas páginas, o Deus que interage com Adão, fala com Moisés na sarça ardente e liberta Israel é ninguém menos que o Jesus Cristo pré-mortal, conhecido então como Jeová. Títulos como “Deus”, “o Senhor” e “EU SOU” são usados ao longo do texto para se referir a Ele.


Essa identidade foi confirmada de forma dramática quando Jesus declarou aos fariseus incrédulos: “Antes que Abraão existisse, EU SOU” (João 8:58). Seus ouvintes ficaram tão chocados que pegaram pedras para apedrejá-Lo (João 8:59). Eles entenderam que Ele estava reivindicando o nome sagrado de Jeová, o mesmo nome que Deus revelara a Moisés séculos antes na sarça ardente (Êxodo 3:13–15).
Como explicou o presidente Dallin H. Oaks, essa compreensão redefine todo o registro bíblico:

“Depois da Queda, o Pai apresentou Seu Filho Unigênito, Jesus Cristo, como nosso Salvador e Redentor e nos deu o mandamento de ouvi-Lo. Com essa orientação, concluímos que os registros bíblicos das palavras ditas por ‘Deus’ ou pelo ‘Senhor’ são quase sempre as palavras de Jeová, nosso Senhor ressuscitado, Jesus Cristo.”
Perceber que o Jeová do Velho Testamento é Jesus Cristo muda tudo. O livro deixa de ser o relato de um Deus distante e abstrato e se torna um registro pessoal do ministério amoroso do Salvador para Seu povo do convênio, muito antes de Seu nascimento em Belém.

 


2. Rituais Antigos Eram um Mapa para a Expiação de Cristo

Muitas práticas religiosas e detalhes culturais aparentemente arcaicos do Velho Testamento são, na verdade, símbolos poderosos — ou “prefigurações” — criados para ensinar sobre a vida e o sacrifício expiatório de Jesus Cristo. Quando entendemos o contexto cultural, esses rituais se tornam um mapa que aponta para o Salvador.


Um exemplo marcante é o pão perfurado. Um pão especial usado no culto do templo era chamado halah. A raiz hebraica dessa palavra, hll, sugere algo “perfurado” ou “traspassado”. Esse detalhe antecipa poderosamente Jesus, o “pão da vida” (João 6:35), que foi traspassado na cruz. Como profetizou Isaías: “Ele foi ferido pelas nossas transgressões” (Isaías 53:5). Assim como o pão sagrado era perfurado, também o corpo do Salvador o foi.


Outro símbolo forte é o óleo batido. O azeite mais puro e mais caro, usado para fornecer luz no templo, não era prensado, mas “batido”. Esse óleo alimentava as lâmpadas, simbolizando Cristo, a “luz do mundo”. Como o “Ungido” (Messias em hebraico, Cristo em grego), Ele foi cruelmente espancado e açoitado antes da crucificação, cumprindo a profecia de Isaías: “Ofereci as costas aos que me feriam” (Isaías 50:6).


Por fim, considere a imposição de mãos. Em um dos rituais simbólicos mais diretos, a pessoa que oferecia um sacrifício colocava as mãos sobre a cabeça do animal, transferindo simbolicamente seus pecados ou os do povo para ele. Isso prefigurava de forma profunda como Jesus Cristo tomaria sobre Si, vicariamente, “todas as iniquidades” e “todas as suas transgressões em todos os seus pecados”, conforme descrito em Levítico 16:21–22.


Esses detalhes mostram que a lei de Moisés nunca foi apenas um conjunto de regras, mas um verdadeiro “guia para a espiritualidade, um portal para Cristo”.



3. A Crucificação Foi Descrita em Detalhes Assombrosos, Séculos Antes de Acontecer

Embora muitos conheçam profecias gerais do Velho Testamento sobre a vinda do Messias, a precisão de algumas previsões é impressionante. Séculos antes de a crucificação ser usada como método romano de execução, as escrituras já descreviam as últimas horas de Cristo com detalhes perturbadores.
O Salmo 22 é uma profecia extraordinária do sofrimento de Cristo na cruz. Observe algumas de suas previsões, escritas centenas de anos antes dos acontecimentos:


Suas palavras exatas na cruz: o salmo começa com o clamor que Jesus faria em Sua agonia: “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” (Salmo 22:1).


O ato da crucificação: descreve claramente o corpo sendo pregado: “traspassaram-me as mãos e os pés” (Salmo 22:16).


As ações dos soldados: prediz exatamente o que fariam com Suas vestes: “Repartem entre si as minhas vestes e lançam sortes sobre a minha túnica” (Salmo 22:18).


Além disso, o profeta Isaías escreveu que o Messias seria “ferido pelas nossas transgressões” e que tomaria sobre Si nossas “enfermidades” e “dores” (Isaías 53). Esses relatos detalhados, escritos séculos antes do nascimento de Jesus, testificam poderosamente que Seu sacrifício expiatório não foi um acidente da história, mas parte central do plano de Deus desde o princípio.



4. Além da Ira: o Velho Testamento Revela um Deus Profundamente Pessoal

Um estereótipo comum retrata o Deus do Velho Testamento como irado e vingativo. Embora a cultura antiga e suas consequências possam ser desafiadoras para o leitor moderno, uma análise mais atenta revela Jeová como um Deus profundamente pessoal e cuidadoso — o mesmo Salvador compassivo do Novo Testamento. Ele está sempre pronto para libertar aqueles que confiam Nele.


Seu ministério pessoal e individual aparece ao longo de todo o registro:


• Após a Queda, Ele pessoalmente vestiu Adão e Eva com túnicas de peles (Gênesis 3:21), um ato simbólico de “cobertura” que aponta diretamente para o significado da expiação.


• Ele guiou pessoalmente Rute, uma mulher fiel de fora do convênio, preservando por meio dela Sua própria linhagem mortal.


• Chamou o jovem Samuel pelo nome enquanto ele servia fielmente no templo (1 Samuel 3:3–10).


• Fortaleceu Ester, dando coragem a uma órfã aparentemente impotente para salvar todo o seu povo da destruição.


A promessa de Jeová naquele tempo é a mesma para nós hoje:

“Eu te fortaleço… e te sustento” (Isaías 41:10).
Essas histórias revelam um Deus intimamente envolvido na vida das pessoas. Ele não é um ser distante e irado, mas um Salvador pessoal que conhece nossos nomes, entende nossas lutas e intervém para nos salvar — exatamente o mesmo Jesus que aprendemos a conhecer e amar no Novo Testamento.

 


Conclusão: Uma Nova Forma de Ler um Livro Antigo


O Velho Testamento é muito mais do que uma coleção de histórias e leis antigas. Ele é um testemunho rico e multifacetado de Jesus Cristo. Quando aprendemos a vê-Lo em suas páginas, todo o livro se abre diante de nós. Encontramos Cristo como Jeová, o Deus pessoal de Israel. Vemos Sua Expiação prefigurada em rituais sagrados. Ouvimos Sua voz nas profecias impressionantemente específicas de Sua missão mortal. E sentimos Seu amor em Suas interações ternas e pessoais com pessoas comuns.
Como escreveu o salmista: “A tua palavra é lâmpada para os meus pés e luz para o meu caminho” (Salmo 119:105). Sabendo que Cristo é a figura central de Gênesis a Malaquias, de que maneira buscar Sua luz nessas páginas antigas pode transformar a forma como nós as lemos?

Bíblia Comparada - Introdução

 Introdução à versão da Bíblia


Bíblia Comparada
Introdução
Edição SUDNova Versão InternacionalNova Versão Transformadora
Esta edição da Bíblia Sagrada foi preparada sob a direção da Primeira Presidência e do Quórum dos Doze Apóstolos de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias.A Nova Versão Internacional (NVI) é uma tradução contemporânea da Bíblia feita diretamente dos textos originais em hebraico, aramaico e grego, com o objetivo de comunicar a Palavra de Deus de forma clara, fiel e acessível para o leitor moderno. Ela foi produzida por uma equipe internacional de estudiosos evangélicos que buscou um equilíbrio entre precisão ao significado dos textos originais e linguagem natural e compreensível — ou seja, não traduz palavra por palavra literalmente, mas procura transmitir o sentido e a intenção do autor original de modo que qualquer pessoa possa entender sem dificuldade.A Nova Versão Transformadora (NVT) é uma tradução contemporânea da Bíblia em português, lançada pela Editora Mundo Cristão em 2016, com o propósito de tornar a leitura das Escrituras fiel aos textos originais (hebraico, aramaico e grego) e ao mesmo tempo clara, acessível e natural para o leitor de hoje.
É uma revisão da Bíblia de João Ferreira de Almeida, Edição Revista e Corrigida de 1914.A NVI se destaca por combinar fidelidade ao texto bíblico com fluidez e beleza de estilo, tornando-a adequada tanto para leitura devocional quanto para estudo, ensino e pregação. Com um português contemporâneo, notas explicativas frequentes e uma linguagem que evita arcaísmos, a NVI busca ser uma ponte entre a riqueza dos escritos antigos e a vida de leitores de hoje, facilitando o entendimento e a aplicação das Escrituras em contextos pessoais e comunitáriosDiferentemente de traduções estritamente literais, a NVT busca equilibrar a fidelidade ao texto original com expressões que facilitem a compreensão, optando por termos e estruturas do português contemporâneo quando necessário para clarificar o sentido profundo das passagens.
A edição Revista e Corrigida de 1914, de domínio público, foi utilizada como texto de origem para a presente revisão da Bíblia.
O processo de tradução considerou tanto equivalência formal (manter o sentido original) quanto equivalência dinâmica (transmitir a mensagem de forma natural e compreensível), atualizando termos culturais, explicando figuras de linguagem e convertendo medidas antigas para formas mais compreensíveis.
Nesta edição, procurou-se preservar o espírito e a linguagem tradicional das escrituras.Inspirada na abordagem da New Living Translation em inglês, a NVT foi produzida por uma equipe de especialistas e revisores para oferecer uma Bíblia que resgata o prazer da leitura e facilite o entendimento profundo da Palavra de Deus, sendo adequada para estudo, leitura devocional e aplicação prática na vida cristã.
Foram mantidas as características gramaticais e estilísticas, bem como alguns termos arcaicos, exceto quando se fizeram necessárias modificações que favorecessem a compreensão e a leitura do texto.
A acentuação, a pontuação e a ortografia foram atualizadas.
Os termos cujo significado se alterou com o passar do tempo e que atualmente têm conotações impróprias foram substituídos por outros mais adequados.
Todas as modificações do conteúdo foram feitas comparando-se o texto com fontes de referência em hebraico, aramaico e grego.
A Bíblia é uma coletânea de escritos antigos que contém registros da comunicação de Deus com Seus filhos e instruções para eles. A palavra Bíblia tem origem grega e significa “os livros.” Embora geralmente pensemos na Bíblia Sagrada como um único livro, na verdade, trata-se de uma biblioteca divina, reunida em um único volume.
A Bíblia é um testemunho do amor eterno de Deus por Seus filhos e de que Jesus Cristo é o Salvador do mundo; verdadeiramente, Ele é o único caminho para a vida eterna e salvação.
A Bíblia é composta de 66 livros e está dividida em duas partes: o Velho Testamento (39 livros) e o Novo Testamento (27 livros). Seus autores provêm de várias origens, mas todos desejavam compartilhar o plano de Deus para a redenção de Seus filhos. Esse plano centraliza-se em Jesus Cristo, o Messias, a respeito de quem tanto os autores do Velho quanto do Novo Testamento prestaram testemunho.
O Velho Testamento foi escrito quase inteiramente em hebraico e é composto de livros que eram aceitos como escritura pelos judeus da Terra Santa, na época do ministério mortal de Cristo. Seus escritos inspirados incluem uma história do povo escolhido de Deus, desde Adão até cerca de 400 anos antes do nascimento do Messias, em Belém. O Novo Testamento foi escrito em sua maior parte em grego e é composto de textos que contêm um registro da vida de Jesus Cristo e Seus ensinamentos. Também contém instruções de profetas e apóstolos para os membros da Igreja, após a Ressurreição do Salvador.
A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias afirma que “cremos ser a Bíblia a palavra de Deus, desde que esteja traduzida corretamente” (RF 1:8). Esta edição especial contém inspirados auxílios de estudo: notas de rodapé, cabeçalhos de capítulos, referências remissivas para o Guia para Estudo das Escrituras, seleções da Tradução de Joseph Smith e mapas e gravuras de locais bíblicos.
Esses auxílios de estudo das escrituras vão ajudá-lo a adquirir uma maior compreensão da plenitude do evangelho eterno de Jesus Cristo. As notas de rodapé vão direcioná-lo para referências de escrituras da Bíblia, do Livro de Mórmon, de Doutrina e Convênios e da Pérola de Grande Valor, que juntos constituem as obras-padrão da Igreja. A Bíblia e as escrituras modernas “serão [unidas]” (2 Né. 3:12) “para que (…) se tornem uma só (…) na [Sua] mão” (Eze. 37:17), declarando a uma só voz a realidade viva de Deus, o Pai Eterno e Seu Filho, Jesus Cristo.

A Páscoa: Um Símbolo de Amor, Esperança e Redenção em Jesus Cristo

 A Páscoa é um momento sagrado que nos convida a voltar nosso coração e nossa mente para Jesus Cristo e Seu papel central no plano de salvaç...